Entender as mudanças e exigências da construção civil e conhecer a fundo as normas que regulam os processos construtivos são essenciais para o setor se manter competitivo. Entre as mais importantes está a Norma de Desempenho (ABNT NBR 15.575/2013), que funciona como um elemento balizador e indutor de melhoria de todo o setor de produção de habitações.

Ela estabelece limites objetivos para que as edificações atinjam um dos patamares: “Mínimo”, “Intermediário” ou “Superior”. Nesse contexto, abre-se a oportunidade para a introdução no mercado de novos produtos que deem, aos projetistas e construtores, alternativas para alcançar esses níveis.

Para esmiuçar os detalhes técnicos da norma, os engenheiros civis Fúlvio Vittorino, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, e Michael Moreira, professor da Unisinos/RS, foram os escolhidos para ministrar a Clínica 3, do 45º Encontro Nacional: “Norma de desempenho - por que e para quem?”. O mediador escolhido foi o diretor de relações institucionais da Anicer e presidente da Acervir, Sandro Silveira.

A apresentação touxe um breve histórico dos trabalhos de desenvolvimento tecnológico realizado pelo setor cerâmico, visando à melhoria da qualidade dos produtos da cadeia produtiva. Foi apresentada uma visão geral da norma de desempenho, sua estrutura e relação com outras normas, técnicas, aspectos relativos à sua exigibilidade, atribuição de responsabilidades e os aspectos técnicos por ela abordados.

Entre as principais questões que foram levantadas na clínica estão o trabalho recente em desenvolvimento pelo Setor Cerâmico/IPT/Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência Tecnologia e Inovação para a melhoria da isolação sonora de paredes executadas em alvenarias de blocos cerâmicos. Ressaltaram os avanços conseguidos com mudanças nos blocos, nos processos de execução das alvenarias e com a adoção de soluções inovadoras.

Publicada em 19 de fevereiro de 2013, a nova versão da ABNT NBR 15.575 - Desempenho de Edificações Habitacionais, popularmente conhecida por Norma de Desempenho, estabelece a importância do conforto, vida útil, garantia, segurança, estabilidade, desempenho acústico e térmico das construções.

Seguindo o modelo de normalização internacional, a NBR 15.575 é dividida em seis partes: Requisitos gerais, Requisitos para os sistemas estruturais, Requisitos para os sistemas de pisos, Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas, Requisitos para os sistemas de coberturas e Requisitos para os sistemas hidrossanitários.

Cada item descreve uma sequência de exigências em relação à segurança: desempenho mecânico, segurança contra incêndio, segurança no uso e operação; habilidade; estanqueidade, desempenho térmico  e acústico, desempenho lumínico, saúde, higiene e qualidade do ar, funcionalidade e acessibilidade, conforto tátil; e sustentabilidade; durabilidade, manutenibilidade e adequação ambiental.

 

Adaptação da Revista Anicer, ano XX, ed 101.