As edificações em cerâmica estão entre as construções que têm maior aceitação pela humanidade, desde as antigas civilizações. No Brasil, não é raro encontrarmos construções em tijolos cerâmicos com mais de 200 anos. A afirmação é do engenheiro cerâmico e gerente da Anicer, Bruno Frasson. Conforme ele, materiais feitos em cerâmica são produtos consagrados: “aprovados e utilizados pela humanidade há milhares de anos, os produtos cerâmicos são utilizados em cerca em 90% das residência brasileiras”.

Conforme o consultor em cerâmica Emerson Dias, se obedecidos os requisitos normativos, as principais características dos produtos cerâmicos são o coeficiente térmico e acústico que muito contribui com a redução do consumo de energia elétrica (coeficiente térmico). “Devo ainda salientar que trata-se de um produto inteiramente natural que está em nossa sociedade há milênios, participando efetivamente do desenvolvimento de diversas civilizações ao longo da história”, complementou ele, que também é diretor da Edias Consultoria.

Os materiais cerâmicos são preferência de muitos arquitetos, não só por suas propriedades técnicas, como também pela beleza e charme que traz aos ambientes. “Além disso, valorizam muito o imóvel. É bastante comum o uso de materiais aparentes ou revestimentos com placas cerâmicas que imitam tijolos maciços dando aparência de ambiente rústico”, comentou Bruno Frasson.

Apesar da crise, empresas tem investido em tecnologia para aumentar ainda mais a qualidade dos produtos. “Embora, nos últimos dois anos, os investimentos tenham reduzido consideravelmente, em função da crise, temos visto as empresas investirem em tecnologia visando o aumento da qualidade”, relatou Frasson, Para o gerente, “não é a primeira e certamente não será a última crise enfrentada pelo setor. A única certeza que temos é que será superada. É um momento de inovar e de se reinventar, ser mais eficiente e produzir mais com menos, e de promover o fortalecimento do setor”, afirmou.


 

Fonte: Adaptado da Revista NovaCer ano 7, ed. 74, junho 2016.