Empresas devem aderia ao PSQ da cerâmica vermelha como requisito da Norma de Desempenho

O Programa Setorial de Qualidade (PSQ) da Cerâmica Vermelha foi criado para garantir a qualidade e competitividade dos produtos no mercado da construção civil. Para as construtoras, adquirir blocos certificados é ter a certeza de que o material corresponde às normas técnicas, e que não apresentará defeitos de fabricação. O Sindicato da Indústria de Cerâmica Vermelha do Estado da Paraíba (Sindicer-PB) tenta conscientizar empresários e consumidores da importância do uso de produto certificado.

“Queremos aumentar o número de empresas certificadas, mas é uma cadeia, à construção civil tem que perceber esse selo como um diferencial, e também a Caixa Econômica tem que fazer a sua parte de fiscalizar o material usado pelas empresas”, afirmou o presidente do Sindicer/PB e vice-presidente da Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer), João Neto.

Segundo o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), telhas cerâmicas que não atendem à norma técnica de fabricação da ABNT, NBR 15.310, não podem ser comercializadas pois são produtos inadequados ao consumo. O mesmo vale para os blocos, que são norma regulamentados pela NBR 15.270. Ainda de acordo com a legislação, vender produto fora da norma é prática ilícita , punida no Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

João Neto lembrou que muitas empresas só compram produtos certificados, sendo que o PSQ é exigido. Inclusive, para construções do Minha Casa Minha Vida, como parte do cumprimento da Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais (ABNT 15.575).

Por outro lado, algumas construtoras menores correm riscos comprando material sem a certificação, por conseguir esses produtos a preços mais baixos. O barato, no entanto, pode sair mais caro, já que blocos fora da norma tendem a apresentar problemas de nivelamento e infiltração. E, ao comprar produtos fora do padrão, é provável que precise quebrá-los para ajustá-los ao projeto, enquanto os blocos padronizados evitam quebras e desperdícios.

“O gasto com bloco cerâmico de vedação representa apenas 5% do custo da obra. Muitas vezes, o cliente tenta barganhar, mas, no final o impacto não é grande”, explicou João Neto, pois a diferença de preço não compensa não comprar a cerâmica de qualidade garantida.

NBR 15.270

A precisão dimensional é um dos três aspectos fundamentais dentre as propriedades dos blocos e é, também, parâmetro de controle inserido na norma técnica NBR 15.270:2005. O regulamento apresenta tolerância de 3mm para mais ou para menos, nas dimensões em que as peças são produzidas e comercializadas.

Para conseguir a certificação são feitas coletas aleatórias dos produtos em estoque nas empresas, e estes precisam atender aos requisitos exigidos pela NBR 15.270 em três ensaios seguidos em laboratório acreditado pelo INMETRO.

PBQP-H

O PBQP-H procura se articular com o setor privado a fim de potencializar a capacidade de resposta do Programa na implementação do desenvolvimento sustentável do habitat urbano. Sua estrutura envolve entidades representativas do setor e é composta por duas Coordenações Nacionais, que desenham as diretrizes do PBQP-H em conjunto com o Ministério das Cidades. Tais diretrizes são estabelecidas em fórum próprio, de caráter consultivo: o Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação - CTECH, cuja presidência é rotativa entre entidades do governo e do setor.